Prefeito sionista de BH se refugia em bunker durante bombardeios. Romper relações com Israel já!
Em meio ao massacre do povo palestino e de toda a infraestrutura da Faixa de Gaza pelo estado de Israel, e o recente bombardeio da entidade sionista sobre o Irã, prefeitos e outros políticos estão em Israel para atender ao lobby da indústria de segurança do país, sustentada no genocídio do povo palestino. Entre as autoridades está o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, do União Brasil, que precisou se abrigar em um bunker de Israel, depois que o país atacou o Irã em mais uma manobra para tentar escalar o massacre que vem colocando em prática.
Os números oficiais dão conta de 55 mil palestinos mortos desde outubro de 2023, sendo mais da metade mulheres e crianças, mas a quantidade real de mortes deve ser ainda maior. Além disso, os sobreviventes convivem com o colapso da infraestrutura da Faixa de Gaza, completamente destruída por Israel, além de uma situação de fome e constantes bombardeios. Na última semana, a entidade sionista sequestrou os integrantes da Flotilha da Liberdade, que pretendia levar ajuda humanitária ao povo palestino. Entre os presos estava o brasileiro Thiago Ávila, que foi colocado em regime de isolamento antes de ser deportado ao Brasil. Na última semana, trabalhadores brasileiros e de todo o mundo participaram da Marcha Global para Gaza, com o objetivo de alcançar a fronteira do Egito com a Palestina, para denunciar o bloqueio de Israel.
A extrema violência cometida pelo estado de Israel, hoje contestada até por líderes políticos europeus, não foi suficiente para impedir que Álvaro Damião e outros prefeitos e parlamentares viajassem à entidade sionista, sob a alegação de “conhecer tecnologias de segurança testadas em campo”. Ao aceitar o convite de um estado genocida, Damião menospreza tanto o genocídio em curso quanto seus próprios deveres em relação ao povo belo-horizontino. Alvaro Damião ignora que existe uma greve das trabalhadoras e trabalhadores da educação que atinge impressionantes 96% de adesão — na saúde também está sendo construída uma mobilização que pode resultar em greve.
Buscando políticas de vigilância e controle no estado mais violento e genocida da atualizada, Damião pretende trazer para Belo Horizonte as mesmas ferramentas de extermínio utilizadas contra o povo palestino. Os principais alvos aqui, são principalmente a juventude negra e periférica belo-horizontina. Deste modo, Álvaro Damião ignora o genocídio cometido por Israel, legitima o sequestro de Thiago Ávila e mancha de sangue a história da população mineira e do povo brasileiro que sempre lutou por liberdade. O prefeito não comete somente um erro político: ele se torna cúmplice do estado genocida de Israel.
A OSL manifesta seu repúdio ao prefeito Álvaro Damião por ser mais um instrumento do lobby de Israel, no momento em que milhões em todo o mundo denunciam o genocídio do povo palestino, e exigem que o país cesse as hostilidades na região. Conclamamos os movimentos sociais, organizações políticas e toda a sociedade de Belo Horizonte a responder com luta às políticas antipopulares do atual prefeito, e pelo rompimento das relações diplomáticas e comerciais com o estado de Israel!
Organização Socialista Libertária
Junho de 2025