Contra a destruição da restinga em Maricá!
Manifestamos nossa solidariedade ao Movimento Pró-Restinga, à Associação Comunitária de Cultura e Lazer dos Pescadores Zacarias (Acclapez), à Associação de Preservação Ambiental das Lagunas de Maricá (APALMA) e à Aldeia Marakanã, que realizaram um ato na segunda, dia 24, em defesa da restinga e dos povos tradicionais da cidade de Maricá (RJ).
Há décadas, esses movimentos vêm resistindo ao avanço da especulação imobiliária internacional, que visa transformar uma área de preservação ambiental (APA) num resort milionário (Maraey) financiado por empresas locais e espanholas.
Nos últimos meses, a restinga vem sendo devastada por máquinas, pretendendo destruir 148,43 hectares de área preservada, o que equivale a cerca de 150 campos de futebol. O objetivo é construir um bairro de ricos, aumentando a gentrificação, o preço dos aluguéis e os impactos sociais e ecológicos na cidade.
Cabe reforçar o papel nefasto do governo do Partido dos Trabalhadores (PT) e de seu prefeito Washington Quaquá, que não apenas tenta criminalizar os manifestantes, como divide as comunidades tradicionais, os trabalhadores da cidade e povos indígenas da região, por meio da cooptação política a favor do projeto e de promessas eleitoreiras.
Desde o início, o projeto do Resort conta não apenas com apoio político da prefeitura, mas também um apoio econômico de R$ 12,5 milhões via fundo soberano, visando iniciar as obras do Maraey.
A Restinga de Maricá abriga centenas de espécies nativas, endêmicas e raras, sendo a restinga mais pesquisada no Brasil. Além disso, atua como barreira natural do impacto das marés e das ondas, apoiando a preservação das comunidades costeiras.
Os efeitos da destruição da restinga não são apenas ecológicos, mas também econômicos. A construção de um mega-resort para os ricos causará gentrificação e expulsão dos trabalhadores mais pobres, pescadores e população originária das áreas que serão valorizadas.
É fundamental que todos os sindicatos, movimentos e organizações políticas que tenham independência de classe, se posicionem e apoiem a luta em defesa da restinga. Esta é uma luta não apenas em defesa da segurança climática dos povos tradicionais, dos trabalhadores de Maricá e das classes oprimidas em geral, mas também uma luta por autodeterminação, preservação do modo de vida os povos tradicionais e defesa da classe trabalhadora no geral.
Fora Maraey!
Organização Socialista Libertária
Agosto de 2026