Lutar pelo fim da violência contra as mulheres, derrubar o patriarcado e o sistema capitalista-estatista!
Lutar pelo fim da violência contra as mulheres, derrubar o patriarcado e o sistema capitalista-estatista!

Os casos brutais de feminicídios e violência contra as mulheres nos últimos dias chamaram atenção para uma realidade que vem se intensificando há anos. As estatísticas demonstram que os números de feminicídios, violências e estupros de crianças e mulheres não têm diminuído, pelo contrário. Os números revelam que a realidade material da vida das mulheres continua a perpetuar uma estrutura de opressão, exploração, racismo e misoginia. A escalada da extrema-direita, internacionalmente, e o aprofundamento de políticas econômicas neoliberais investem, cada vez mais, contra as condições de vida e a garantia de segurança física e psicológica. Violência que é parte estruturante do sistema capitalista-estatista, garantindo a manutenção do patriarcado e da cultura machista.

São casos como de Tainara Souza Santos, atropelada e arrastada por 1km por Douglas Alves da Silva, com quem a vítima teve um caso amoroso, em São Paulo; de Lais Angeli, vítima de violência física e tentativa de estupro pelo youtuber red pill "Calvo do Campari", no interior paulista; de Allane de Souza e Layse Pinheiro, vítimas de um duplo feminicídio no Rio de Janeiro; de Catarina Kasten, professora em Florianópolis, estuprada e assassinada quando se dirigia para uma aula de natação; de Isabele Gomes de Macedo, agredida por Aguinaldo José Alves, morrendo carbonizada com seus quatro filhos em Recife; de Alice Martins Alves, mulher trans que morreu em decorrência do espancamento realizado por dois funcionários de um bar em Belo Horizonte, crime claramente motivado por transfobia; e inúmeros outros em todas as regiões do Brasil. Conforme números registrados pelo DataSenado, 3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica ou familiar em 2025, com aumento da violência contra a mulher no último período; violência intensificada para mulheres negras e pobres. Na cidade de São Paulo, por exemplo, o número de feminicídios bateu um recorde cruel em 2025, com 53 casos.

A realidade é ainda mais alarmante quando consideramos que a grande maioria dos episódios de violência de gênero não é denunciada e muitas vezes os casos são diminuídos ou são desconsiderados por serem de natureza psicológica. Toda essa brutalidade demonstra o quanto a sociedade brasileira está regulada pela lógica patriarcal, que busca manter as mulheres em um lugar de submissão, controle econômico e subserviência moral.

O acirramento das violências contra as mulheres relaciona-se com o aprofundamento das práticas da extrema-direita pelo mundo e no Brasil, observado, também, pelos ataques contra as pautas feministas e às próprias mulheres. Movimentos de internet, como os "red pill" (do qual o "Calvo do Campari" faz parte) e incels, vêm criando um ambiente no qual homens de todas idades se juntam para disseminar ódio contra mulheres nas redes sociais, consequentemente, amplificando-se na vida real. Outra faceta desses ataques vem das estruturas executivas e legislativas do Estado brasileiro, articuladas pelos partidos, Igreja e grupos conservadores. Essa articulação conservadora e retrógrada busca retirar, cada vez mais, direitos das mulheres sobre seu corpo, atacando qualquer iniciativa para combater a violência doméstica e até o abuso de crianças e adolescentes. A direita e a extrema-direita buscam reforçar a imagem da mulher como objeto de propriedade do homem, subserviente e controlada, o que leva ao estímulo de ataques violentos contra a mulher por ser mulher. Buscam a manutenção da lógica de “um conquistador e um conquistado” nas relações sociais, como apontava Emma Goldman em suas análises sobre as condições das mulheres na sociedade.

É urgente avançar no combate às estruturas estatais e capitalistas que sustentam essa realidade de misoginia e violência contra as mulheres – cis e trans. Os investimentos e as políticas públicas para proteção da vida têm sido insuficientes para a garantia de uma vida digna para as mulheres. Além disso, o que é propagandeado pelos governos (federal, estaduais e municipais) como investimento nessas políticas é recurso aplicado sem planejamento real e sem participação concreta dos movimentos de mulheres. Governos não garantem o avanço na superação da disseminação do ódio e da violência. As disputas eleitorais têm levado, cada vez mais, os partidos que se diziam à esquerda para articulações à direita, aproximando-os de instituições conservadoras, igrejas, práticas e discursos conservadores. A transformação social para garantia de uma vida digna às mulheres trabalhadoras exige avançar para combates diretos e organização desde baixo junto ao povo.

Assim, devemos lutar por uma sociedade livre de opressões, com igualdade entre gêneros e que, portanto, traga fim à violência contra as mulheres. A única forma de conseguirmos isso é com o fim da sociedade capitalista-estatista e patriarcal. Esse fim só é possível através da organização, da ação direta nas ruas e pela luta de classes, fortalecendo o poder popular autogestionário para a construção de um mundo livre do machismo, fomentado pelo socialismo libertário!

DESTRUIR A CULTURA MACHISTA!

DESTRUIR O PATRIARCADO, COM A DERRUBADA DO SISTEMA CAPITALISTA-ESTATISTA!

PELO PODER POPULAR AUTOGESTIONÁRIO E O SOCIALISMO LIBERTÁRIO

ORGANIZAÇÃO SOCIALISTA LIBERTÁRIA - OSL

Dezembro de 2025

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