Belém, Ananindeua e Marituba amanhecem diferentes! Desde terça, dia 16, os trabalhadores da construção civil cruzaram os braços, recusando a esmola patronal de 5,5% de reajuste salarial e o vergonhoso acréscimo de R$ 10 na cesta básica (“vale-alimentação”) oferecida pela patronal, que atualmente é de R$ 120. Os trabalhadores reivindicam aumento para R$ 275. Os últimos dados do IBGE apontam que em Belém o custo da cesta básica está em torno de R$ 687,30. Diante dessa desvalorização do trabalho e da necessidade de garantir melhores condições de sobrevivência, centenas de operários reunidos na segunda-feira decidiram pela greve!
Enquanto centenas de milhões de reais são despejados para preparar a COP30, além de R$ 30 milhões do governo estadual para montagem de um palco para um show no Furo do Combu (que o povo só pôde ver pela TV), quem realmente constrói a cidade, as trabalhadoras e trabalhadores da construção civil, lutam para sobreviver com um salário de fome.
Essa greve é mais do que uma luta por aumento no salário e na cesta básica: é uma denúncia do sistema que enriquece empresários, políticos e banqueiros às custas do nosso suor – e, muitas vezes, às custas da nossa saúde e vida. Sem operários da construção civil, não há cidade, não há lucro, não há COP30.
Nós da OSL estendemos nossa solidariedade e apoio à luta que está sendo travada pelos operários da construção civil de Belém e região metropolitana! Apoiar a greve é romper o isolamento, é mostrar que estamos juntos por salário digno, jornada justa, segurança no trabalho, moradia para todos e que uma vida sem patrões é possível!
Organização Socialista Libertária
Setembro de 2025
