Imperialismo de Trump e neocolonialismo com ‘Narco’ Rubio
Desde o início de seu segundo governo no Império, o especulador Donald Trump tem uma postura muito mais agressiva no Sistema Internacional. Promove guerra contra o Irã, ameaça tomar territórios de aliados (caso de Groenlândia e Dinamarca), rompe relações com aliados de extrema-direita (caso de Itália) e briga dentro da OTAN (com a Espanha). No plano mundial, fomenta além de guerras, crise do petróleo, gera inflação na Ásia e faz o possível para frear a economia chinesa, sabendo que se ficar paralisado, o capitalismo comandado por Pequim derrotará Washington.
Na América Latina, a pressão é redobrada. O secretário de Estado, equivalente ao chanceler imperialista, é um gusano, autêntico membro e representante da máfia cubana da Flórida. Marco Rubio, conhecido em Little Habana como “Narco” Rubio, tem um projeto de poder próprio e vai ao encontro de uma zona de influência exclusiva ou semiexclusiva que é a América Latina. Até o momento de fechar este texto, o ex-senador republicano não havia perdido nenhuma eleição, apoiando seus representantes de forma direta e escancarada.
O caso brasileiro não é exceção e combina uma extrema-direita local que não esconde minimamente seu entreguismo e aceita comprometer parte significativa da economia do país, contanto que receba seu quinhão de poder burguês. Tanto por fatores internos como pela pressão de Rubio, o império avançou em parcelas de poder com as vitórias eleitorais no Equador, Chile, Honduras, Peru, Colômbia, intervenção na Venezuela, dentre outros processos em andamento, como a “retomada” de fato do Canal do Panamá.
A militarização alegando o “combate ao narcotráfico” é o argumento fajuto da vez. A meta é roubar ou garantir exclusividade às matérias primas fundamentais no século 21 e assegurar mercado para as empresas dos EUA. No limite, a corrida digital e a intervenção nas transações eletrônicas é algo que preocupa Washington e entra na pauta do dia, a julgar pelas pressões contra o Brasil.
É preciso um acerto na linha política da esquerda mais combativa, combinando classismo com anti-imperialismo, compreendendo que a gravidade do momento não pode cair em ilusões de mal menor (como “apoio crítico” para a social-democracia) e menos ainda fingir que a avançada neocolonial não está ocorrendo. A luta direta necessita de um programa de reivindicações que contemple o confronto com o Império e seus tiranos mafiosos de turno.